Este é o meu refúgio, o meu abrigo. Aqui espelho o meu eu, sob a forma dos meus pensamentos feitos palavras...
Segunda-feira, 19 de Março de 2012
Hoje

 

Fernando Delmiro C. Sousa (09/06/1944 - 09/08/1986)

 

 

Porque a Vida nos afastou há mais anos do que aqueles que tive contigo.

 

A herança que em mim deixaste, de virtudes e defeitos, é indelével e o meu grande orgulho.

 

Imortal o amor que sempre te terei, pautado pela saudade do que não chegámos a viver.

 

 

Para ti, hoje e sempre.

 

Tua filha, Rosália.


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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Não mata, mas mói...

Já diziam tanto a minha avó materna (que me criou até à ida para a escola... naqueles tempos – felizes – até aos cinco anos, mais coisa, menos coisa) como a minha mãe.

 

Não, realmente não nos mata. Mas mói.

 

Não me mata ver os preços a aumentar e o ordenado há dez anos (sim, 10) sem crescer (apenas a decrescer, com taxas e sobretaxas e “aldrabices” do patrão que me tiraram quase dez contos – sim, contos, na moeda antiga, para que se tenha bem a noção – por mês e quase vinte contos em cada subsídio (sendo que isto foi feito no mês em que iria receber o subsídio de férias... sem aviso, nem pré-aviso e ainda com a “sorte” de, face ao período escolhido, o ter recebido (depois de reclamar durante quase uma semana, porque se tinham “enganado” e “esquecido” que era mês de pagamento... pois a partir de Agosto, toda a gente “ficou a ver navios” e o dito foi pago em prestações... até Dezembro. Mas mói.

 

Não me mata não me pagarem o vencimento de Dezembro porque, coitados, com a crise, não têm dinheiro e vão ter de pagar à semana (aos mais ricos) ou à quinzena (aos que recebem menos, o meu caso). Muito menos me mata que, faltando à palavra dada, não tenham cumprido e, hoje, dia em que deveria ter a minha “quinzenada” na conta, a mesma se encontre como tem estado... rasa, rasinha, quase tão lisa como uma tábua. Mas mói, se mói.

 

Não me mata ter de, mês após mês, ponderar cada vez mais as despesas e pensar se posso dar este ou aquele passo, com medo de depois me arrepender e o dinheiro fazer falta. Perder o sono a pensar como vou equilibrar o orçamento familiar para chegar um bocadinho a cada lado, pagar as contas, comer, conseguir ir trabalhar. Não, não me mata, mas mói.

 

Não me mata, nesta última semana, ver colegas com quem trabalho, funcionários “sem nódoa” que se lhes aponte, aqueles que realmente trabalham, produzem, são assíduos e pontuais, serem despedidos sem mais nem quê, alguns com quase tantos anos de casa quantos tem a própria empresa, sem dó nem piedade. Sem razão. Não, não me mata mesmo nada. Mas mói-me mais do que consigo, sequer, descrever.

 

Não me mata a crise. Matam-me todas as desculpas, ingerências, artimanhas e a desfaçatez que se acolhem sob a mesma, mascaradas, passando quase incólumes à vista de todos quantos teimam em usa-la como desculpa para um sem-fim.

 

Perdão, não, não me matam. Moem-me até à morte.

 

20/01/2012

 

Adenda: Não matou, de facto. Recebi a primeira metade do ordenado de Janeiro no dia 3 de Fevereiro... e hoje, dia 27 de Fevereiro, continuo à espera da imensa “fortuna” que são os restantes 333 euros que ainda não me pagaram. Ninguém recebeu. Ninguém sabe quando receberá e quem manda não sabe nem se, nem quando pagará. Nem sequer fazem ideia de quando cumprirão com o pagamento do ordenado de Fevereiro, já que nem o de Janeiro conseguem completar. Não me matou. Todos os dias pago para vir trabalhar, em vez de trabalhar para ser paga.

 

Não me mata. Mas mói cada vez mais.

 

Rosália, 27/02/2012


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publicado por scorpiowoman às 17:28
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
Aos meus Pais

Muito antes de este dia ser sinónimo (muito comercial, sem dúvida alguma) da celebração do Amor, da exaltação do ser amado, de tudo quanto tradicionalmente (ou não) associamos ao amor que une duas pessoas, vocês escolheram a data de 14 de Fevereiro para unirem os vossos destinos, para se tornarem, enfim, um casal, almejando o tão esperado "e viveram felizes para sempre".

 

Assim, a 14 de Fevereiro de 1970 celebrou-se o matrimónio de Maria de Fátima e Fernando. Não foi para sempre, mas foi, sem dúvida, "até que a morte os separe".

 

Todavia, o mais bonito da vossa história ficou sempre por contar, porque as partidas da vida a isso obrigaram. Tal foi-me dado a conhecer aos poucos, um diário aqui, uma carta ali, muitas outras acolá e inúmeros bilhetinhos trocados entre ambos que parecem brotar dos livros mais inesperados.

 

Afinal, tudo quanto eu sonhava que podia ser, foi mesmo: Vocês tiveram uma linda história de amor e... olhem aqui o resultado :)! Demorei, mas cheguei e não podia estar mais grata por estar aqui e pela verdadeira bênção de vos ter tido como pais. Só tenho pena de não ter tido mais tempo convosco, mas tudo tem uma razão de ser, não é mesmo?

 

Mãezinha, lembro-me que, depois da partida inesperada do Paizinho para aquele lugar tão longe que não mais o pudemos ver, passámos a celebrar esta data entre nós. Era uma maneira de o mantermos (ainda mais) vivo dentro do nosso coração e presente nas nossas memórias. Havia sempre um miminho, sempre que possível a lembrar a vossa história, que marcava o dia. E eu sentia-me especial, porque sabia (sempre soube) que também este dia marcou o início de quem sou.

 

Paizinho, quem me diria a mim que só passados 25 anos (quase 26) desde que (não) me despedi de ti, começaria a conhecer-te melhor e a ver que, afinal, não somos assim tão diferentes? Que, apesar de quase nada me lembrar de ti e do pouco que me foi contado, temos tantos gestos, gostos e pensamentos em comum? Não imaginas o que foi descobrir-te, pelas tuas palavras, escritas pelo teu punho, quando encontrei as ímensas cartas que escreveste à Mãezinha enquanto andavas pelo Ultramar...

 

Agora que também eu vivo a minha própria história de amor, com bilhetes, postais, cartas e outras modernices como e-mails e afins, sinto que foi uma bênção poder resgatar as vossas memórias de um passado não tão longínquo quanto isso, mas até agora desconhecido para mim. Afinal, não somos assim tão diferentes e é finalmente chegada a hora de perder os medos e de sentir que mereço ser feliz, aconteça o que acontecer.

 

Hoje é dia de S. Valentim, Dia dos Namorados e celebra-se o amor.

 

Eu celebro a Vida e recordo-vos... sempre!

 

Aos meus Pais, Feliz Dia dos Namorados  e Feliz 42.º aniversário de casamento :).

 

Amo-vos muito... e obrigada pelo enorme Amor que trouxeram à minha Vida :). Tudo farei para o estimar, conservar e acarinhar, porque Ele merece :). Nós merecemos!

 

 

Rosália.

 

 

 (Foto retirada da net)


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publicado por scorpiowoman às 10:25
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Um novo Natal, o mesmo sentimento...

... que (re)encontrei ao teu lado.


Família. O melhor de tudo. A maior bênção. O mais importante.

 

Com saúde. Com o suficiente para vivermos bem.

 

Contigo, connosco e com os nossos.

 

Festas Felizes.

 

Rosália.

 


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publicado por scorpiowoman às 19:43
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Sábado, 25 de Junho de 2011
Um ano depois...
 
A minha vida mudou muito. Imenso. Para melhor, note-se!
A minha família cresceu, modificou-se. Já não sou só eu e os meus fiéis amigos de quatro patas. Recebemos-te a ti e aos teus e, juntos, formamos uma família maior e muito melhor. A nossa família.
Um ano depois, sou... Feliz. E aspirante, imagine-se!
Para o ano, desejo... ser ainda mais Feliz e uma mulher ainda mais completa, realizada e de bem com a vida do que já sou!
Amo-te!
Tu, assim do teu jeitinho, fazes-me ter vontade de te dizer... Sim!
 
Rosália, 25/06/2011
 

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música: Colbie Caillat, I Do

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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011
Está quase...

... e eu ainda consigo surpreender-me como o tempo passa depressa!

 

É incrível!

 

Rosália, 24/06/2011


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música: Largar Mais, Mafalda Veiga

publicado por scorpiowoman às 19:43
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
Aproveitando bem a vida...

No 122º aniversário de Charlie Chaplin, uma música que me deixou "embeiçada" desde o primeiro instante em que a ouvi!

 


Bom fim-de-semana e... sejam felizes!

 

Rosália


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publicado por scorpiowoman às 14:14
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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011
Inspiração...

... para aqueles momentos em que quase nos esquecemos do que realmente importa.

 

Continuação de boa semana!

 

Rosália.

 


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publicado por scorpiowoman às 22:24
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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011
Não há impossíveis...

Nós, juntos, podemos fazer qualquer coisa!


Sempre!

 

Amo-te.

 

R.

 

 


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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
Hoje, amanhã, depois...
Paredão do Estoril - 26/12/2010

 

 

"Eu vou guardar cada lugar teu,

ancorado em cada lugar meu.

 E hoje apenas isso me faz acreditar

 que eu vou chegar contigo

 onde só chega

 quem não tem medo

 de naufragar."

 

 Mafalda Veiga, Cada Lugar Teu

 

 

Contigo a meu lado, sei que vamos superar todos os obstáculos.

 

Amo-te.

 

Rosália.


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publicado por scorpiowoman às 10:42
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