Este é o meu refúgio, o meu abrigo. Aqui espelho o meu eu, sob a forma dos meus pensamentos feitos palavras...
Sábado, 29 de Outubro de 2005
Saudade e ternura à chuva

chuva.jpg


 


Acordei cedo para um sábado. Apesar de ligeiramente atordoada, decidi que hoje ia tentar rentabilizar ao máximo todos os minutos e segundos do dia que passa sem que, por vezes, dele demos conta. Não raramente acontece o mesmo com a própria vida.


O ritmo calmo do início deste fim-de-semana fez-se sentir e a disposição para apreciar os pormenores também. Sentada à secretária, enquanto passava alguns apontamentos a limpo e organizava os guiões de uma disciplina por entre as leituras a fazer para outra, dei por mim a sorrir ao constatar que as minhas quatro pestinhas (ultimamente meus anjos-da-guarda, que me seguem para onde quer que eu vá... sim, até mesmo para essa divisão em que estão a pensar - onde, ou fecho a porta, ou tenho companhia mal abra a cortina do duche) tinham vindo instalar-se aqui mesmo ao meu lado, em cima do sofá. Os catraios dormiam enroscados um no outro e na mamã e o pai, mais afastado, ia-me regateando umas festas de quando em vez. É muito senhor do seu nariz, mas nestes últimos tempos tem-se mostrado um autêntico poço de mimo. Costumo brincar e dizer que o Merlim é arraçado de cão, porque dá as patas, pede colo e comida e, se for preciso, mia a pedir tudo isto como se de um latido se tratasse!


Lá fora, a chuva caía continuamente. Entre apontamentos e conversas espaçadas com amigos que se encontravam online, a recordação deste mesmo dia há apenas meia dúzia de anos. Uma ponta de tristeza e angústia surgiu-me na alma, mas procurei de imediato afastá-la. Sei que não gostarias que assim ficasse, antes que te recordasse pelas melhores razões e, especialmente, nos melhores momentos. Assim o fiz e prossegui. Até agora...


Esta semana que me parece ter passado a correr foi também de imperceptível mas intensa reflexão interior, causada pelos mais diversos motivos; ainda assim, sei que estiveste presente em todos eles, nem que fosse pela procura daquele teu conselho sempre tão certo no momento mais oportuno.


Sei que não teria conseguido ultrapassar os dois grandes desafios que se me apresentaram sem duas coisas: a tua recordação e o apoio dos amigos, de um em particular (e, meu querido, chegou a hora da divulgação do teu cantinho por estas bandas!). Quando tudo me pareceu perdido e sem sentido, foi em vocês que busquei a resposta para todas as minhas dúvidas e, sem dúvida, encontrei-as. Claro que não olvido aqui o meu amor, mas ele sabe o por quê deste destaque...


Agora, oiço o temporal que grassa para lá destas janelas. Silenciosamente, sinto-me grata por ter todo este conforto à minha volta, por não ter de temer o mau tempo e penso em como tantas vezes nos deixamos levar por sentimentos menos bons, por coisas sem a menor importância. De repente, penso que há seis anos também estava mau tempo, embora não assim.


Sabes que tenho muitas saudades tuas, não sabes? Pensar que só querias vir para casa e passar o meu aniversário (é de hoje a oito... mas isso agora não interessa nada!) no teu cantinho... Na altura não entendi por que razão me foste "roubada", mal aceitei e só prossegui porque não saberia reagir de outra forma. Hoje em dia reconheço que tudo tem uma razão de ser e ter-te perdido teve várias, embora a dor da separação continue a fazer-se sentir, por vezes tão forte que me leva algumas lágrimas.


Curiosamente, hoje não chorei. Recordo-te ainda e sempre mas não com amargura ou sentimento de perda irrecuperável. Hoje impera a ternura, trazendo consigo o carinho e o amor que invadem o coração e me fazem recordar-te em toda a tua beleza. Hoje sorrio ao pensar em ti... e estendo-te uma flor, regada com as gotas da chuva que cai, sabendo que a colherás com um sorriso.


Até breve... Mil beijos.


 


Rosália ***


 



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Terça-feira, 18 de Outubro de 2005
Uma outra casa...

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A entrada sempre alva e imponente. Majestosa.


Subo os parcos degraus da escadaria já gasta e contemplo as pessoas que ali permanecem. Umas esperam, outras conversam, por entre tantas que entram e saem, sempre apressadas e carregadas com volumes de livros, sebentas e apontamentos.


Entro e contemplo o largo e amplo espaço, comparável à nave de uma qualquer igreja. Esta catedral também o é, mas de sabedoria e conhecimento. Ao fundo, a parede parece iluminar-se e ganhar vida, enquanto contemplo as figuras ali aprisionadas, para todo o sempre, em azulejos minuciosamente trabalhados. Para lá da mesma, um vasto, amplo e assustador anfiteatro, o principal, onde os eventos mais marcantes tomam o seu devido lugar.


Caminho lentamente e constato que, em quase meia dúzia de anos, à excepção da entrada em funcionamento do novo edifício e de uma ou outra mudança em termos de logística dos departamentos, nada ou quase nada mudou. A casa e os rostos dos seus acólitos e funcionários são ainda os mesmos.


Sinto em mim um misto de emoção que procuro conter e resguardar num cantinho deste meu coração, agora tão cheio de ansiedade pelo que o futuro irá trazer.


Olho para o relógio e a minha memória vai e vem entre as recordações do que para trás ficou e o momento presente.


"Avôzinho", penso, "já não és tu quem me traz aqui, enfrentando as hostes adversárias do trânsito sempre caótico desse IC 19 irremediável. Agora sou eu quem com elas tem de lidar e aprender a controlar o nervosismo que trazer o carro para a cidade sempre me provoca. E sim, eu sei, tenho de deixar de ter o 'pé pesado', ser mais calma, etc., etc. Mas deixa lá, como todos os diabinhos têm sorte e tu até me ensinaste uns truques 'à maneira', arrumar o carro não tem sido muito complicado. Afinal, conhecer os cantos à casa até tem as suas vantagens."


Subo novo lance de escadas, desta vez para aceder ao corredor do departamento que tão bem conheço, à sala que já não contém a biblioteca do professor que lhe deu o nome, agora transformada no espaço onde vão decorrer as aulas. Tudo igual, exceptuando o fim da biblioteca do departamento, onde cheguei a trabalhar, cujo espólio foi agora integrado na principal, de acesso geral a todos.


Paro. Escolho uma das poucas cadeiras que por aqui se encontram espalhadas junto às paredes e sento-me. Pouso as coisas e olho à minha volta, em silêncio.


Os sons, os cheiros, tudo igual.


Tudo... menos eu.


De facto, seis anos são muita coisa, até uma vida. E esta é a minha nova vida, a minha nova condição. Trabalho, estudo... na certeza de que viveria e faria tudo outra vez para aqui chegar!


Boa semana para todos!


Rosália :*)


PS: No caso de descobrirem erros, por favor avisem que edito o texto outra vez. A esta hora já é um "cadinho" difícil ;). Inté...



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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005
Um sonho...
“Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.”
                 António Gedeão in Pedra Filosofal 

Vivemos num mundo cada vez mais célere, apressado e stressado. Quase sempre esquecemos o simples facto de quão importante é estarmos vivos, respirarmos, termos aqueles a quem mais amamos à nossa volta, termos um tecto sobre as nossas cabeças e meios de assegurarmos a nossa subsistência. De facto, creio não errar quando afirmo que, regra geral, vivemos sem nos darmos conta disso mesmo, pela certeza quase incorruptível de que tudo está garantido à partida e nada poderá alterar esse estado de coisas.


Subitamente, o nosso mundo tomba, sob uma reviravolta inesperada. Quando damos conta, estamos sós e perdidos, procurando um rumo, um trilho daquele caminho que percorríamos com tanta certeza e do qual, num ápice, nos vemos perdidos.


Por que será que são sempre as mudanças mais drásticas que têm lugar na vida de um ser humano que nos fazem parar e reflectir, umas vezes mais profundamente do que outras, sobre a nossa condição?


Há seis anos a esta parte, a minha vida, sempre tão certinha e metódica, estava “virada do avesso”. Por entre um rol de apontamentos, livros e cadernos inerentes à conclusão da minha licenciatura, vi-me a braços com toda a esperança de uma família (e a minha) na sobrevivência da minha mãe, internada em coma profundo na UCI do IPO de Lisboa; a descoberta da capacidade de fazer crer aos outros, especialmente ao meu avô, que tudo iria correr bem, mesmo quando as notícias veiculadas pelos médicos indicavam que ela poderia não passar desse mesmo dia; a manutenção de uma casa subitamente nas minhas mãos, à qual me habituei “enquanto o Diabo esfrega um olho” – e havia outra opção?; a decisão de prescindir da inscrição no Curso de Especialização (pós-graduação) de Técnicos Editoriais em favor da continuação dos estudos via ensino, para o Ramo de Formação Educacional – Estudos Portugueses, por saber ser isso o que a minha mãe esperava de mim. Tanta coisa...


Como resolver tudo?


A esperança da minha família foi alimentada, ainda que brevemente, pela recuperação súbita da minha mãe, que acordou, passou da UCI para o recobro, deste para a enfermaria e finalmente daquela para casa. Uma alegria inesperada, perante seis operações nos primeiros dez dias de internamento...


Vivi o espanto e o contentamento de descobrir que a cura para o cansaço e o desânimo que tantas vezes sentia mais não era do que a satisfação de conseguir animar quem já quase perdera a esperança, ainda que disso dependesse que tivesse de “mascarar” um pouco a verdade...


Senti-me realizada por me capacitar que, afinal, apesar de nunca me ter visto em semelhante situação, até era capaz de organizar as coisas em casa e fazer com que tudo corresse quase como se a minha mãe por cá estivesse...


Fiquei triste por não poder seguir o que realmente o meu coração me seguia, mas o sorriso de felicidade no rosto da minha mãe quando lhe mostrei a matrícula para o RFE varreu qualquer sombra de tristeza que ainda restasse.


E hoje?


Bem, por incrível que pareça, hoje rejubilo e cada vez mais acredito que, ainda que sejamos nós a decidir qual o caminho que trilhamos, há coisas que acontecem por uma razão que nos é desconhecida e apenas mais tarde se revela...


De facto, concluída a licenciatura no RFE e respectivo estágio como professora de Português numa escola secundária, a não colocação no ano lectivo seguinte já era mais do que esperada. Depois de algum tempo, fui chamada para o trabalho que ainda hoje desempenho. Muitas e muitas outras coisas sucederam nestes seis anos... e uma houve que persistiu: o sonho de fazer a pós-graduação no Curso de Especialização de Técnicos Editoriais. Foi tido, alimentado...


Este ano joguei o “tudo ou nada”. Guarde religiosamente o dinheiro da candidatura e, quase sem ninguém saber, na companhia do meu amor, entreguei-a na secretaria da faculdade. Não tive grandes esperanças... Afinal eram só 25 vagas...


Fui chamada para a entrevista e, surpresa das surpresas, um dos elementos do júri era um dos meus antigos e mais queridos professores da licenciatura. Os nervos acalmaram de imediato...


Ontem chegou finalmente a notícia por que esperei tanto tempo: Uma resmungona adorável entrou a correr pela sala das redacções onde trabalho, agarrou-se ao meu pescoço e disse-me que eu era uma tonta por não acreditar em mim! Olhei-a, confusa e emocionada. Afinal, não é que fui admitida?


As aulas devem começar para a semana, três dias por semana, em horário pós-laboral. Vai ser um ano lectivo intenso, puxado... mas lá dizia o poeta: “O sonho comanda a vida.”


Sabem que mais? Estou feliz!


 


Beijos e boa semana para todos!


Rosália :*)



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Sábado, 8 de Outubro de 2005
Cinco sentidos de mim

ceu_azul.jpg


Queria...


Sentir a tua mão a tocar a minha, apertando-a, transmitindo-me segurança, paz e harmonia.


Ver o teu olhar espelhado no meu e nele encontrar este sentimento sem tamanho que mora no meu peito.


Tocar a tua alma, fazendo-a revelar o que sempre ocultas e entender, por fim, a tua natureza escondida.


Escutar a voz do teu ser e decifrar todas as palavras que não proferes e tanta falta me fazem.


Provo o beijo que teimas em negar quando te afastas e me deixas só.


Desejo...


Sonho...


Mas não te alcanço.


Por que me deixas perdida na solidão deste céu azul, absurdamente cheio de um vazio que não consigo medir e me oprime, enclausurando-me em mim mesma sob a luz quente de um sol que ainda teima em brilhar?


Confino-me aos cinco sentidos do sonho que é a vida nesta poesia desregrada, tentando encontrar-te.


Sinto...


Vejo...


Toco...


Escuto...


Provo...


Cinco sentidos.


Nenhum ser.


 


Rosália


08/10/2005



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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2005
De volta...

Tichat20triste.jpg


Como o tempo passa... Eis-me prestes a voltar ao trabalho (agora que já me tinha habituado a estar de férias!), a apenas um mês de completar mais um aniversário (será que é desta que tenho a tão almejada festa-surpresa?) e a pensar, apesar do calor absurdo para a época, que não tarda muito e estamos no Natal. Lembro-me de ser pequenina e o tempo demorar imenso a passar. Depois, de chegar ao fim dos meus teen years e de a minha mãe me dizer: "Depois dos 20, vais ver como eles (os anos) voam!" E não é que ela tinha razão?


Hoje sinto-me absurdamente nostálgica e melancólica... Não sei se é do fim das férias, se de pensar que já estamos em Outubro mas, assim de repente, do meio do nada, bateu-me uma saudade profunda de duas das pessoas mais importantes da minha vida que já partiram e que, por vezes, tanta falta me fazem... nem que fosse para refilarmos e resmungarmos entre nós. Sinto muito a falta da minha mãe (já vai fazer seis anos que partiste e, por vezes, parece que foi ontem que te amparei pela última vez) e do meu avô (o meu resmungão engenhocas preferido) e o mais engraçado é que a mesma se manifesta nas mais pequenas e insignificantes coisas do dia-a-dia. E do nada surge a malvada saudade que me deixa alheada, triste, quase perdida de mim mesma.


Caio de volta na realidade e procuro o aconchego do meu amor, a cumplicidade dos meus amigos e o mundo ganha de novo cor, forma e equilíbrio. Sei que, independentemente da saudade, a vida continua e há que aproveitá-la da melhor forma. Perda após perda, vamos vivendo, sobrevivendo e prosseguindo. Afinal, o mais importante é que não nos percamos de nós mesmos nem do amor e carinho de quem nos quer bem.


Só tenho pena que, por vezes, haja quem não o consiga ver com esta clareza e desperdice inultimente cada minuto desta vida tão preciosa. Sei que o desperdício, esse, parará um dia... Só espero é que não tenha um custo ainda mais elevado do que já atingiu, pois nada nem ninguém merece tal sacrifício.


A vida é feita de perdas e ganhos. Como tantas outras pessoas, posso dizer que já tenho um bom quinhão de ambos, mas creio que tudo se adapta num equilíbrio precário mas justo. Perdi toda a minha família (começando pelo meu pai, passando pela minha avó e a minha mãe, acabando no meu avô), mas encontrei o meu amor (e a minha segunda família junto dele) e tenho aquilo a que se chama uma mão cheia de amigos, poucos mas bons, dignos do verdadeiro "A" que marca uma amizade indelével.


No outro dia fizeram-me a pergunta mais estranha: "Como é que tens força?" Fiquei pasma. Eu sei lá! Nem sequer soube responder. A minha mãe ensinou-me que não devemos questionar o que nos acontece, antes aprender a partir daí e prosseguir tendo em mente o que aconteceu mas não nos deixando prender por isso, para que possamos evoluir e crescer. Acho que foi isso que sempre fiz desde há 19 anos atrás, numa tarde de Agosto, em que soube que o meu pai partira para não mais voltar. É certo que não é um caminho fácil e maus bocados também me tocaram, alguns bem difíceis de ultrapassar e, quando estive quase a desistir, houve um punhado de pessoas que não me deixaram, mesmo que não o tivesse visto ou reconhecido de imediato. E estou aqui...


Entristece-me ver quem por muito menos se deixa abater ao ponto do desespero, ao ponto da desorientação, da surdez para com os outros. Entristece-me a cegueira perante o óbvio, o silêncio perante o ruído do inegável. Entristece-me ver quem por mim lutou e me ajudou a deixar-se consumir por algo efémero, fugaz e imerecido... Entristecem-me a tristeza e o desnorte e a minha própria impotência perante tudo isto.


Apetece-me dizer: "Abre os olhos. Deixa essa dor, esse sofrimento que nada mais têm a dar-te, firma os teus pés na terra, apoia-te naqueles que mais te amam, nos amigos que tens e segue em frente. Não alimentes mais essa tristeza sem nome." Mas para quê? Não quero desistir de ti, mas não me escutas e, agora, nada mais posso fazer.


Agarra a vida... Ela é tão curta, tão fugaz. Cabe-nos a nós aproveitar tudo o que dela possamos retirar e vivê-la da melhor forma possível. Eu estarei aqui... sempre.


Afinal, acabaram-se as férias... e estou de volta ao mundo real.


Boa semana a todos.


Rosália ***



publicado por scorpiowoman às 23:32
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