Este é o meu refúgio, o meu abrigo. Aqui espelho o meu eu, sob a forma dos meus pensamentos feitos palavras...
Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007
Fim...

fim.jpg


E é assim, como flor velha, murcha e abandonada que me deixas caída no chão da minha alma, perdida por entre os restos do que um dia, mesmo não o sendo completamente, fomos no mar da cumplicidade que nos unia e julgávamos eterno.


É assim, à semelhança de um corpo quebrado e estropiado, que lentamente se esvanece por entre as brumas de um passado recente e ainda assim já distante, deixado para trás numa qualquer viela ou beco esconso, que me encontro sem rumo nem destino, sem nada.


E é assim que o sol me encontra e me ilumina, como se por entre as grades de uma prisão que me reteve por tempo demais o fizesse.


Assim desperto e, por entre a dor de um coração partido, ferido e que se dilui como se a seiva que é o sangue que me corre nas veias se esvaísse para todo o sempre, procuro encontrar algo que me dê de novo alento para renascer, para viver e não ceder ao doce e tentador chamamento daquela que tantas vezes me ronda e alicia.


E é assim, como flor velha, murcha e abandonada que procuro em mim as forças para novamente florescer e fazer a vida brotar de mim, nem que seja por meras palavras, cujo desenho e sentido me leva um dia mais além nesta rota conturbada do quotidiano.


Rosália, 01/08/2007




publicado por scorpiowoman às 23:08
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1 comentário:
De aflores a 2 de Agosto de 2007 às 11:59
Atrevo-me a perguntar, como é possivel uma jovem como tu, viver permanentemente em tamanho desespero e luta interior.
É tempo de acordar e partir para outra...digo eu;)

Beijinhos do Norte carregados de amizade.


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