Neste mundo louco em que vivemos, por vezes esqueço-me de mim, por me lembrar antes de ti ou deles ou ainda dos outros.
Tu vives a correr pensando em ti, sobretudo neles e não esquecendo os outros, mas lá vou ficando pelo caminho.
Já eles estão habituados a que pensem neles e nem sequer se lembram dos outros, que afinal também és tu ou até mesmo eu.
Contas feitas, o tempo é o mesmo mas não estica e as necessidades de cada um são tão díspares que, por vezes, é melhor cada um seguir o seu caminho antes que a falta do que nunca esteve lá condicione o bem que sempre existiu e é imperdível.
Ao mesmo tempo, talvez demasiado filosoficamente (e eu que sempre detestei filosofia), dou por mim a considerar o seguinte...
Todos nós vivemos num mundo de partilha de tecnologia, ficheiros, filmes, músicas, objectos, coisas virtuais ou reais... pouco importa.
Contudo, o que aconteceu à partilha de nós mesmos?
Partilhar sentimentos, valores, crenças... Termos tempo (na verdadeira acepção da palavra, no sentido real, físico) para estarmos com quem realmente importa...
Será que tudo isso está tão ultrapassado que já ninguém recorda, sequer, o que é partilhar...
um sorriso, um abraço ou, tão somente, um pensamento? Um carinho?
Temos cada vez mais e, ainda assim, somos cada vez menos...
É triste.
Rosália, 01/12/2008
Os meus cantinhos