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Céu azul, de um azul tão claro, límpido e brilhante que parece ferir a vista de quem ousa contemplá-lo. Faz-me lembrar a luz do teu olhar quando se cruzava com o meu, fazendo-me mergulhar num turbilhão que me envolvia a cada toque, vivido no êxtase de te sentir ali, bem junto a mim.
Calor, uma sensação de conforto e quietude que julgava perdida há muito, envolve-me e recorda a imensidão do teu abraço apertado e sentido em cada centímetro da minha pele que nele se perdia, lânguida e impunemente, sob a mestria do teu toque doce e subtil.
Sinto a brisa de um suspiro comum, meu e teu, quando nos perdemos por entre o que sabemos querer, o desejar ir ainda mais além, perdendo-nos em nós e num momento sem igual, deixando-nos navegar ao sabor de uma aragem leve e melancolicamente terna.
É então que me ergo, como se de repente tudo aquilo que sonhei se concretizasse e, num instante, o meu dia ganhasse nova vida e um maior alento, pois este dia sonhado que és tu não se realizará mas será para sempre acalentado no calor de uma memória terna e, quem sabe, fugaz que permanece no meu íntimo como a recordação de algo que foi não o sendo e se viveu ainda que sonhando.
O dia que és tu enche todos os meus dias e essa é, muitas vezes, a minha força e o meu tormento.
Rosália, 16/03/2007