Sentada à beira do oceano da minha alma, observo as ondas revoltas do meu espírito, enquanto aquelas se erguem, imponentes e grandiosas, momentos antes de embaterem violentamente contra as rochas implacáveis de uma razão que teima em permanecer inabalável perante toda uma torrente por demais tortuosa de um sentimento que guardo, secreta e veladamente, dentro de um coração que persiste em bater sob o areal de todo o meu ser.
Ainda que subrepticiamente, estás aqui. Nunca deixaste de estar, ainda que muito o tenha negado.
Sinto-me perdida em mim e perante toda esta imensidão que se me afigura imensurável e tantas vezes incompreensível.
Ao longe, avisto o Sol que se deita tranquilamente sob o horizonte. Ou será antes o adivinhar de uma nova e prometedora alvorada?
Só tu o podes saber. Só eu o poderei descobrir.
Espero.
Dias melhores virão.
Os meus cantinhos