Até quando a tristeza impera é preciso sonhar, é preciso acreditar.
Depois das lágrimas de chuva, o beijo quente do sol num dia frio.
Após a solidão de mim, a companhia doce da memória de ti.
Um pensamento fugidio que se aquieta e permanece.
Hesito.
Acredito.
Em mim.
Em ti.
No que ainda desconhecemos mas há muito sentimos.
Sonho.
Desejo.
Espero enfim.
E escuto...
Chave dos sonhos
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Luz sai da frincha, é manhã - Luís Represas - Rosália, 4 de Dezembro de 2006
Sei que o dia já desarvora
Chave dos sonhos na mão
Olho-te e vais embora
Sais pela rua veloz
Sinto a brisa do teu corpo perto
Chave dos sonhos guardei
No quarto já deserto
Passei a noite em claro
Passei p'la noite em ti
E abri com a chave dos sonhos
A porta e a varanda que em sonhos abri
São mais confusas agora
As imagens que em ti eu tocava
Eram do sonho ou de olhar
O que o prazer mostrava?
Chave dos sonhos na mão
Entrarei em qualquer fechadura
P'ra lá da porta, o melhor
É sempre da aventura
Guardo com a chave dos sonhos
Segredos que o corpo merece
Se alguém não quis arriscar
Então que o não tivesse
Ontem arriscaste mais
Do que uma simples coisa exigia
Deste-me a chave dos sonhos
O caos e a harmonia
Os meus cantinhos