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É nesta dúvida da incerteza premente que mais dói a ausência de ti.
É nos segundos incontáveis dos minutos infinitos das horas eternas que a distância se sente.
É saber-te aqui tão perto e, no entanto, tão longe.
É viver no quotidiano o alcance inalcançável de ti, do teu ser que é muito mais para mim do que alguma vez quis ou desejei ou sequer sonhei.
É viver e saber que talvez o final de tudo isto não seja assim tão feliz, mas que o que mora dentro de mim não morrerá nunca e é uma das poucas mas grandes alegrias que, neste calendário da vida, tão cinzento e áspero, inesperadamente encheu de cor e doçura o meu âmago.
É esperar, pois quem espera, sempre alcança.
É ser, estar, sonhar, desejar, pensar, amar.
É viver e morrer.
É difícil e, por vezes, tão fácil.
Apenas é.
Tudo e nada.
Muito e ainda assim pouco.
És
Os meus cantinhos