Ser mãe é, talvez para a grande maioria das mulheres, a concretização de um desejo profundo, o alcançar de um sonho há muito acalentado e acarinhado.
Ser mãe é, na sua essência mais pura, dar vida à vida e prolongar a nossa própria existência sob a forma de um novo ser, um novo alguém que trazemos a este mundo e que, embora independente, estará para sempre ligado a nós pelo mais forte laço: o amor.
Ser mãe é conhecer de cor as sensações e os gestos, os sentimentos, os afectos; é ouvir o silêncio e compreendê-lo no seu ruído; é escutar o choro e entender as lágrimas mesmo sem palavras; é sofrer e sorrir, caminhando sempre em frente e ultrapassando todos os obstáculos em nome de um amor maior, de uma outra vida que não a sua.
Ser mãe é tudo isto e muito mais, tanto que não haveria tempo ou espaço ou mesmo capacidade de transmitir tudo, escrever tudo, pensar ou dizer tudo o que se pensa, sente, diz, afirma ou acredita ser.
Ser filha é, talvez para outras pessoas como eu, a bênção que contemplou um desejo profundo, o concretizar de um sonho acalentado e acarinhado de meia dúzia de anos.
Ser filha é, nesta essência que em mim encontro, ter dado vida a uma outra vida e, ao longo de todos os anos ao seu lado e ainda hoje, tentar prolongar a sua existência em mim, seja por gestos ou palavras, ou simplesmente por recordá-la a cada dia que passa na minha alma e no meu coração; é sentir ainda hoje a ligação de profundo amor que existia (e creio ainda existir) entre nós.
Ser filha é conhecer de cor as expressões e os gestos, os sentimentos, os afectos; é hoje mais do que nunca ouvir o silêncio da tua ausência e compreender como é o ruído do mesmo que me dói e magoa; é relembrar as emoções, o rir e o chorar e entender as lágrimas de saudades que correm quando as saudades apertam mais do que nunca; é lembrar, é chorar e rir e sorrir, sorrir sempre e caminhando dia-a-dia, procurando sempre ultrapassar todos os obstáculos em nome de um amor eterno, de uma outra vida que passou e será sempre parte da sua.
Ser filha é tudo isto e muito mais, tanto que não haveria tempo ou espaço ou mesmo capacidade de transmitir tudo, escrever tudo, pensar ou dizer tudo o que penso, sinto, digo, afirmo ou acredito ser.
Ser mãe e filha ainda não sei o que é. Não sei se algum dia saberei... mas sei que as saudades que sinto nunca me deixarão esquecer-te.
Adoro-te Mãezinha... E que estas palavras sejam para ti, neste Dia da Mãe como em tantos outros em que te escrevi, a minha prenda.
Beijinhos.
Rosália.
Os meus cantinhos